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O meu cão come tudo o que encontra no chão: cogumelos, bolotas e outros perigos do outono
O meu cão come tudo o que encontra no chão: cogumelos, bolotas e outros perigos do outono
Cogumelos, bolotas, castanhas, frutos caídos das árvores… No outono, os passeios podem reservar algumas surpresas desagradáveis. Alguns elementos naturais podem representar um perigo para o seu cão, mesmo quando parecem inofensivos. Como reconhecer os riscos e adotar as precauções adequadas?
O outono é uma época particularmente agradável para passear com o seu cão. As temperaturas tornam-se mais amenas, os caminhos cobrem-se de folhas e as florestas oferecem novos cheiros para descobrir.
Mas, para um cão curioso, esta abundância de estímulos também pode representar alguns riscos.
Um cogumelo escondido entre as folhas, uma bolota apanhada debaixo de um carvalho ou uma castanha-da-índia encontrada num parque podem rapidamente despertar a sua atenção.
Nem tudo o que encontramos na natureza é necessariamente seguro para os nossos companheiros. Alguns elementos podem provocar intoxicações, enquanto outros apresentam sobretudo um risco de engasgamento ou obstrução digestiva.
Conhecer estas diferenças permite prevenir acidentes sem transformar cada passeio num motivo de preocupação.
Porque é que alguns cães comem tudo o que encontram no chão?
Os cães exploram naturalmente o ambiente através do olfato, mas também utilizam a boca para descobrir objetos e texturas.
Um objeto desconhecido, um cheiro atrativo ou restos de comida podem despertar a sua curiosidade.
Em determinados cães, esta tendência é particularmente acentuada. Podem estar envolvidos vários fatores:
- A curiosidade: especialmente nos cachorros que estão a descobrir o ambiente que os rodeia.
- A atração pelos cheiros: os restos de comida e determinadas matérias orgânicas podem ser especialmente interessantes.
- O tédio ou a falta de estimulação: alguns cães procuram entreter-se apanhando ou roendo objetos.
- Um hábito aprendido: um cão pode habituar-se a engolir rapidamente um objeto quando antecipa que alguém vai tentar tirá-lo.
Por isso, este comportamento não indica necessariamente uma carência nutricional.
No entanto, se o seu cão ingerir frequentemente elementos que não são alimentos, é aconselhável consultar o médico veterinário para identificar as possíveis causas.
1. Os cogumelos silvestres: um perigo nem sempre fácil de reconhecer
Os cogumelos estão entre os riscos a ter em conta durante os passeios de outono, especialmente após períodos de chuva.
Nem todas as espécies são tóxicas. No entanto, algumas podem provocar intoxicações graves nos cães.
O principal problema é que pode ser muito difícil distinguir visualmente um cogumelo perigoso de uma espécie inofensiva.
Dependendo da espécie e da quantidade ingerida, uma intoxicação pode provocar problemas digestivos, neurológicos, hepáticos ou renais.
Entre os possíveis sintomas encontram-se:
- Vómitos e diarreia.
- Salivação excessiva ou problemas de equilíbrio.
- Tremores, desorientação ou convulsões.
- Cansaço intenso ou comportamentos invulgares.
Importante: a ausência de sintomas imediatos não significa que o seu cão esteja fora de perigo. Algumas intoxicações podem manifestar-se várias horas após a ingestão.
O que fazer se o seu cão comer um cogumelo silvestre?
Contacte imediatamente um médico veterinário, mesmo que o seu cão pareça estar bem.
Se conseguir fazê-lo sem atrasar a assistência veterinária, fotografe o cogumelo no local onde se encontrava e conserve, se possível, uma amostra num recipiente separado, evitando manuseá-lo diretamente com as mãos.
Estas informações podem ajudar os profissionais a identificar o risco.
Não tente provocar o vómito sem indicação veterinária.
2. As bolotas: pequenos frutos que também podem ser perigosos
As bolotas caem em abundância debaixo dos carvalhos e das azinheiras durante o outono. O seu tamanho e textura podem atrair os cães que gostam de roer objetos.
No entanto, contêm taninos que podem irritar o aparelho digestivo.
A sua ingestão pode provocar vómitos, diarreia ou dores abdominais. Nos casos graves de intoxicação, também podem ocorrer lesões renais.
As bolotas apresentam ainda um risco mecânico: quando são engolidas inteiras, podem causar engasgamento ou obstrução digestiva, especialmente em cães pequenos.
O facto de um cão engolir uma bolota não significa necessariamente que vá sofrer uma intoxicação grave. O risco depende, entre outros fatores, da quantidade ingerida, do tamanho do animal e do seu estado de saúde.
Ainda assim, o mais prudente é evitar que as coma.
Se observar o seu cão a engolir uma ou várias bolotas, consulte o médico veterinário em vez de esperar pelo aparecimento de sintomas.
3. Castanhas, castanhas-da-índia e pinhas: cuidado com as confusões
Estes elementos naturais são frequentes debaixo das árvores, mas nem todos apresentam os mesmos riscos.
As castanhas-da-índia
As castanhas-da-índia, frutos do castanheiro-da-índia, não devem ser confundidas com as castanhas comestíveis.
Contêm substâncias tóxicas para os cães que podem provocar, entre outros problemas, perturbações digestivas.
O seu tamanho e forma também podem causar uma obstrução quando são engolidas.
As castanhas comestíveis
As castanhas comestíveis não são consideradas tóxicas por si só.
No entanto, uma castanha inteira, crua ou ainda com a casca pode ser difícil de digerir e apresentar um risco de engasgamento ou obstrução.
As pinhas
As pinhas não são consideradas tóxicas por si só, mas isso não significa que sejam brinquedos adequados.
As suas partes duras podem provocar ferimentos na boca e os fragmentos ingeridos podem causar problemas digestivos ou obstruções.
O melhor conselho: evite que o seu cão brinque a roer ou engolir frutos e objetos que encontra debaixo das árvores.
4. Outros perigos a ter em atenção durante os passeios
Os elementos naturais não são os únicos objetos que o seu cão pode encontrar no chão.
Nos parques, espaços verdes e passeios também podem existir resíduos potencialmente perigosos:
- Restos de comida: chocolate, uvas ou outros alimentos que contenham ingredientes tóxicos para os cães.
- Ossos cozinhados abandonados: podem lascar-se e provocar ferimentos ou obstruções digestivas.
- Embalagens e pequenos objetos: podem ser ingeridos e causar uma obstrução.
- Produtos químicos: determinados pesticidas, raticidas ou produtos de limpeza podem provocar intoxicações graves.
Não é necessário impedir que o seu cão cheire o chão. Explorar os cheiros faz parte do seu comportamento natural.
O objetivo é vigiar aquilo que leva à boca e intervir antes que ingira algo perigoso.
5. Como reconhecer os sintomas de uma intoxicação ou obstrução?
Os sintomas dependem da substância ou do objeto ingerido. Alguns aparecem rapidamente, enquanto outros podem manifestar-se mais tarde.
Existem vários sinais que exigem especial atenção:
- Vómitos repetidos ou diarreia intensa.
- Salivação invulgar.
- Tremores, perda de equilíbrio ou convulsões.
- Cansaço repentino, fraqueza ou prostração acentuada.
- Dor abdominal ou abdómen inchado.
- Recusa de alimento.
- Dificuldade em respirar ou engolir.
Se suspeitar que o seu cão ingeriu uma substância tóxica ou um objeto que possa provocar uma obstrução, contacte imediatamente um médico veterinário. Não espere necessariamente que apareçam sintomas.
6. O meu cão acabou de engolir alguma coisa: como devo agir?
Perante uma possível ingestão perigosa, os primeiros minutos podem ser importantes.
1. Afaste o seu cão da fonte de perigo
Evite que ingira mais elementos e torne a zona segura, se necessário.
2. Identifique o que poderá ter comido
Anote, se possível, o objeto ou a substância, a quantidade aproximada e a hora da ingestão.
3. Contacte rapidamente um médico veterinário
Explique as circunstâncias e siga as suas recomendações. Se o seu cão apresentar sintomas graves, dirija-se a um serviço de urgência veterinária.
4. Evite os remédios caseiros
Não provoque o vómito nem administre medicamentos, óleo, leite ou carvão ativado sem indicação veterinária.
Algumas intervenções realizadas em casa podem agravar a situação.
7. Como ensinar o seu cão a não comer o que encontra?
A prevenção depende tanto da educação como da vigilância.
Ensine-lhe a ordem «deixa»
Esta aprendizagem consiste em ensinar o seu cão a ignorar um objeto e a dirigir a atenção para si.
Comece num ambiente tranquilo, com exercícios simples, e aumente progressivamente as distrações.
Recompense sempre o comportamento que pretende reforçar.
Reforce a chamada e a atenção
Um cão habituado a regressar quando é chamado e a responder ao seu nome será mais fácil de afastar de um objeto potencialmente perigoso.
Adapte os passeios
Em zonas com muitos cogumelos, bolotas ou resíduos, manter a trela mais curta pode facilitar a supervisão.
Para os cães que ingerem objetos de forma habitual, um açaime de cesto bem ajustado, introduzido de forma progressiva e positiva, pode constituir uma medida de segurança adicional, com o aconselhamento de um profissional.
Evite transformar cada descoberta num conflito
Perseguir o seu cão ou retirar-lhe bruscamente qualquer objeto pode levar alguns animais a fugir ou a tentar engoli-lo mais depressa.
É preferível trabalhar a troca positiva e ensinar progressivamente o cão a largar ou ignorar objetos, exceto quando seja necessário intervir imediatamente por motivos de segurança.
8. Perguntas frequentes
O meu cão comeu uma bolota. É perigoso?
Não necessariamente, mas também não deve ser considerado algo inofensivo. As bolotas contêm taninos e podem provocar uma obstrução digestiva. Consulte o seu médico veterinário para avaliar o risco de acordo com a quantidade ingerida, o tamanho do cão e as circunstâncias.
O meu cão lambeu um cogumelo, mas não o engoliu. Devo preocupar-me?
O risco não é o mesmo que numa ingestão confirmada. No entanto, se suspeitar que engoliu algum fragmento ou se surgirem sintomas, contacte imediatamente um médico veterinário. Em caso de dúvida, peça a sua avaliação.
Porque é que o meu cão come folhas e terra?
Este comportamento pode estar relacionado com a exploração, a curiosidade ou um hábito adquirido. Se se tornar frequente, compulsivo ou surgir acompanhado de problemas digestivos, é aconselhável realizar uma avaliação veterinária.
Posso deixar o meu cão cheirar cogumelos?
Cheirar o ambiente é uma atividade natural. O importante é evitar que lamba, roa ou ingira cogumelos silvestres. Nas zonas de risco, mantenha-o suficientemente perto para poder intervir rapidamente.
Devo dar-lhe um suplemento alimentar após uma ingestão suspeita?
Não. Nenhum suplemento alimentar habitual deve ser considerado um tratamento para uma intoxicação ou obstrução digestiva. Uma ingestão suspeita requer uma avaliação veterinária adequada.
Desfrutar do outono com tranquilidade
Os passeios de outono são uma excelente oportunidade para passar tempo com o seu cão e permitir-lhe descobrir novos cheiros.
Não é necessário desconfiar de cada folha ou de todos os elementos que aparecem no caminho.
No entanto, aprender a reconhecer os perigos, vigiar aquilo que o seu cão leva à boca e ensiná-lo progressivamente a ignorar determinados objetos pode fazer uma diferença importante.
A melhor prevenção não consiste em impedir o seu cão de explorar, mas em permitir-lhe fazê-lo em segurança.
Na ANTON Loyal Companions, acreditamos que cuidar dos nossos companheiros também começa por tomar decisões informadas e adotar pequenos gestos responsáveis todos os dias.
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