Primavera: que riscos e cuidados ter em conta para o seu cão e gato

A primavera marca uma etapa de transição importante para cães e gatos. O aumento das temperaturas e das horas de luz modifica o seu ambiente, o seu comportamento e a sua exposição a diferentes riscos.

Os animais passam mais tempo no exterior, estão mais em contacto com o seu ambiente natural e o seu organismo adapta-se a estas mudanças. Por isso, muitos problemas de saúde aparecem ou intensificam-se entre março e junho.

Compreender estas mudanças permite antecipar e adotar medidas simples mas eficazes.

Um regresso à atividade progressiva, com especial atenção aos animais séniores

Com a chegada do bom tempo, os cães e os gatos tornam-se mais ativos. Aumentam as saídas, o jogo e o nível de atividade geral.

Depois do inverno, esta reativação deve ser progressiva, já que o organismo nem sempre está preparado para um aumento brusco do esforço. Todos os anos se observa um aumento de desconfortos articulares e lesões relacionadas com uma atividade mal adaptada.

Esta precaução é especialmente importante nos animais séniores. Com a idade, a recuperação é mais lenta e podem aparecer sensibilidades articulares. Um regresso à atividade demasiado rápido pode provocar fadiga, desconforto ou perda de mobilidade.

Neste período, pode ser útil acompanhar o animal com uma rotina adaptada que combine atividade progressiva, observação e apoio específico. As soluções naturais podem ajudar a manter a vitalidade, a energia e o conforto articular:

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Um aumento claro dos parasitas desde os primeiros dias amenos

Quando as temperaturas superam aproximadamente os 7 a 10 graus, parasitas como carraças e pulgas voltam a estar ativos.

Os cães e gatos estão especialmente expostos em zonas com erva, parques ou jardins. Uma simples saída pode ser suficiente para trazer parasitas no pelo.

As pulgas reproduzem-se rapidamente, podendo pôr várias dezenas de ovos por dia, o que favorece infestações em pouco tempo.

É recomendável rever o pelo depois de cada passeio, especialmente nas orelhas, patas e barriga. Manter uma boa rotina de higiene ajuda a limitar os riscos e a proteger a pele:

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As alergias sazonais, uma causa frequente de comichão

A primavera associa-se a uma maior presença de pólenes e alergénios ambientais.

Estima-se que entre 10 e 15 % dos cães apresentam problemas cutâneos relacionados com alergias. Estes manifestam-se por comichão, vermelhidão, lambedura excessiva ou irritações na pele.

Em gatos, as alergias podem provocar perda de pelo ou um excessivo cuidado com a pelagem.

Estes problemas requerem atenção, especialmente em animais sensíveis.

As espigas, um risco discreto mas potencialmente grave

As espigas aparecem na primavera e tornam-se mais perigosas à medida que a vegetação seca.

Podem introduzir-se em ouvidos, nariz ou debaixo da pele, causando infeções ou complicações que requerem atenção veterinária.

Os sinais de alerta incluem espirros repetidos, claudicação repentina ou lambedura insistente numa zona concreta.

Uma revisão depois de cada passeio permite evitar a maioria dos problemas.

A lagarta do pinheiro: um perigo específico da primavera

Em Espanha e em muitas regiões do sul da Europa, a lagarta do pinheiro representa um risco importante entre fevereiro e abril.

Os seus pelos urticantes são altamente tóxicos. Um simples contacto pode provocar reações graves na boca, língua, patas ou focinho.

Os sintomas aparecem rapidamente e incluem salivação intensa, inflamação ou dor.

Depois de passeios em zonas de risco, é recomendável verificar as patas e zonas de contacto. Cuidar destas áreas sensíveis é fundamental para limitar as consequências de uma exposição acidental:

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A muda, um processo natural que requer cuidados

Na primavera, a maioria dos cães e gatos perdem o pelo de inverno. Este processo pode durar várias semanas.

A acumulação de pelo morto pode provocar irritações se não for gerida corretamente.

A escovagem regular ajuda a eliminar o pelo morto e a manter a pele em bom estado.

As plantas de primavera, um risco muitas vezes ignorado

Com a chegada da primavera, muitas plantas e flores podem representar um perigo para os animais.

Algumas espécies são tóxicas, especialmente para os gatos. Uma ingestão acidental pode provocar problemas digestivos ou complicações mais graves.

A vigilância é essencial tanto no jardim como no interior do lar.

O comportamento dos gatos na primavera

Na primavera, algumas gatas não esterilizadas podem entrar no cio devido ao aumento da luz.

Isto traduz-se em vocalizações, inquietação ou tentativas de sair para o exterior. Não é um problema de saúde, mas pode gerar stress.

Hoje em dia é menos frequente, já que muitas gatas estão esterilizadas. Nestes casos, pode ser útil favorecer um ambiente mais tranquilo:

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Antecipar para proteger melhor

A primavera é uma estação positiva, mas requer atenção.

O aumento da atividade, os parasitas, as alergias e os riscos do ambiente tornam necessário adotar certas precauções.

Gestos simples como rever o animal após os passeios, manter uma boa higiene e adaptar o ritmo de vida ajudam a reduzir significativamente os riscos.

A prevenção continua a ser a melhor forma de proteger a saúde do animal a longo prazo.

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